O Doodle, imagem comemorativa da home do Google, de hoje enaltece ninguém menos que o grande escritor português Fernando Pessoa. Famoso por seus heterônimos como Chevalier de Pas, seu primeiro criado um ano após a morte de seu pai e de um irmão. Pessoa produziu seu primeiro heterônimo com apenas seis anos de idade.
Hoje, se estivesse vivo, além de ser o homem mais velho do mundo, Pessoa completaria deu 123º aniversário. Imaginemos então, quantos heterônimos ele já teria criado!
Principais heterônimos de Fernando Pessoa:

Álvaro de Campos
É um heterônimo bastante moderno e com fortes influências do simbolismo até certo ponto, quando o autor decide sucumbir ao futurismo e mais tarde o niilismo. A crítica social é muito forte em seus textos, as vezes um sentimento de revolta o toma e lembra muito os paulistas quando enaltece a velocidade de centros urbanos e a vida moderna.
Na minha opinião é o heterônimo mais bacana e é barato! Eu tenho esse livro aqui, custou uns R$15.

Ricardo Reis
Seu testo possui características clássicas como métrica, simetria e até cenários bucólicos e campestres, nada referente ao estilo de Álvaro de Campos. O extremo de sua característica de vontade de retorno do antigo é quando ele escreve sobre o fim dos seres vivos. Será que ele antevia tudo que os humanos fariam nos séculos XIX e XX?!
Ricardo Reis se mudou para o Brasil após a proclamação da República Portuguesa, como ato de protesto em favor da monarquia. Pessoa não chegou a anunciar a morte de Reis.

Alberto Caeiro
Sobe Careiro muito foi escrito, tanto Pessoa quanto os heterônimos Ricardo Reis e Bernardo Soares. Alberto Caeiro era qualificado como poeta e filósofo, porém o agricultor renegava qualquer título que lhe era outorgado. Pessoa chegou a divulgar que Alberto Caeiro fora construído como um leonino, signo associado ao elemento fogo.
"Uns agem sobre os homens como o fogo, que queima nele todo o acidental, e os deixa nus e reais, próprios e verídicos, e esses são os libertadores. Caeiro é dessa raça. Caeiro teve essa força."
Dentre os heterônimos criados por Pessoa, Caeiro foi o único que não escrevia em prosa. Apenas a poesia era capaz de dar conta da realidade, segundo Caeiro. Apesar de sua formação formal fraca, Caeiro produziu textos que, embora simples na aparência, necessitam de uma capacidade reflexiva bastante avançada.
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